Prefeitura Municipal de Salvador

Fundação Gregório de Mattos lança o livro “Ijexá, O Povo das Águas”, do PhD em Antropologia, Vilson Caetano de Sousa Junior

 

Fundação Gregório de Mattos lança o livro “Ijexá, O Povo das Águas”, do PhD em Antropologia, Vilson Caetano de Sousa Junior

 Obra serviu como base para o reconhecimento do Terreiro Ile Aşé Kalè Bokùn como Patrimônio Cultural da cidade, primeiro terreiro de Nação Ijexá tombado no Brasil

 

A Prefeitura de Salvador, através da Fundação Gregório de Mattos, promove palestra e lançamento do livro “Ijexá, O Povo das Águas”, de Vilson Caetano de Sousa Junior, dia 03/09, no Espaço Cultural da Barroquinha, às 17h.

 

 

Integrando as ações do Salvador Memória Viva, programa de atividades de proteção e estímulo à preservação dos bens materiais e imateriais do município, da FGM, lançar a obra do professor Vilson Caetano significa preservar um raro legado ancestral em vias de extinção, que é a nação Ijexá, no país. Na ocasião, o autor fará uma palestra sobre seus estudos e conta com a participação da Yalorixá Vânia Amaral, representando a comunidade do Terreiro Ile Aşé Kalè Bokùn.

 

Vilson Caetano de Sousa Júnior é pós-doutor em Antropologia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, desenvolve pesquisas na área de antropologia das populações afro-brasileiras e é professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA). De acordo com o levantamento feito por ele, não chega a 20 terreiros o número de comunidades que se auto declaram de nação ijexa na cidade de Salvador.

 

O autor nos traz que “o Ile Aşé Kalè Bokùn é um dos poucos terreiros que ao longo do tempo vem reivindicando não apenas esta identidade, mas mantendo viva a tradição ijexá na cidade de Salvador. O livro vem reconstruir a história de um grupo de africanos ijexás que migraram do centro da cidade de Salvador para a Península de Itapagipe no final do seculo XIX. A partir da reconstrução da trajetória dos parentes do fundador do Kalè Bokùn foi possível o encontro de outros núcleos de africanos ijexás presentes na capital baiana, em localidades como o Dique do Tororó, o Queimadinho, A Quinta das Beatas e o Pau Miúdo. Tudo isso feito a partir de cruzamentos entre documentos históricos e a tradição oral. A importância da publicação dessa obra se dá pelo fato deste trabalho ser o primeiro estudo, no Brasil, sobre a nação de candomblé Ijexá demonstrando suas particularidades.”

 

A Yalorixá Vânia Santos Amaral, declara que “ficamos muito felizes e orgulhosos com o tombamento do nosso Terreiro. É o reconhecimento da nossa história, da nossa fé e da nossa cultura, garantindo a segurança e a preservação desse espaço sagrado. O livro foi a base para o processo do tombamento, é a reconstrução da memória do Ilê Asé Kalè Bokun e da nação Ijesá, e também, é o documento que perpetua a nossa ancestralidade. Já foi dito que, um povo sem história é um povo sem memória.”.

 

Para Fernando Guerreiro, presidente da FGM, “a publicação do livro Ijexá, O Povo das Águas, de Vilson Caetano de Sousa Junior, vem colaborar com a preservação de um legado precioso, originário da nação Ijexá. Essa obra vai além de ter sido base para o reconhecimento de um terreiro, surge para proteger e preservar a memória de um povo e a sua tradição.”.

 

 

SERVIÇO

 

O que: Palestra e Lançamento do Livro “Ijexá, O Povo das Águas”, do PhD em Antropologia, Vilson Caetano de Sousa Junior

 

Quando: 03 de setembro, às 17h

 

Onde: Espaço Cultural da Barroquinha - Centro